Protestos em massa contra o governo de Zelensky mobilizam cidades ucranianas

A recente exoneração do ministro da Defesa da Ucrânia, Mykhailo Fedorov, gerou uma série de protestos em várias cidades do país nesta quinta-feira, 16. Cidadãos se reuniram em Kiev e em outros locais para exigir que o presidente Volodymyr Zelensky reverta sua decisão.

Na capital, centenas de manifestantes, a maioria jovens, tomaram a Praça Ivan Franko logo após o momento diário de silêncio dedicado às vítimas do conflito.

A mobilização foi impulsionada pelas redes sociais poucas horas após o anúncio da demissão de Fedorov por Zelensky na quarta-feira, 15. Até o momento, o presidente não forneceu explicações públicas sobre os motivos que levaram à sua decisão.

O Parlamento ucraniano está previsto para votar nesta quinta-feira a nomeação de Ihor Klymenko, atual ministro do Interior, para assumir a Defesa. Essa mudança faz parte de uma ampla reforma ministerial liderada por Zelensky, que também resultou na escolha de Serhiy Koretsky, ex-presidente da estatal de petróleo e gás, como novo primeiro-ministro, após a saída de Yuliia Svyrydenko.

Perfil de Fedorov

Mykhailo Fedorov, com apenas 35 anos, estava à frente do Ministério da Defesa desde janeiro e destacou-se por implementações rápidas de reformas, pelo aumento do uso de tecnologia nas operações militares e pela luta contra a corrupção. Anteriormente ministro da Transformação Digital, ele foi responsável por projetos como o programa “Exército de Drones”, que promoveu o desenvolvimento de sistemas não tripulados.

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A saída de Fedorov também gerou reações no interior das Forças Armadas. O vice-comandante da Força Aérea, Pavlo Yelizarov, anunciou sua renúncia em protesto à exoneração, considerando essa decisão como “um grande mal para a capacidade defensiva do país”.

Dmytro Koziatynskyi, veterano de guerra e um dos organizadores dos protestos, expressou nas redes sociais que a troca acontece justamente quando as reformas na Defesa começavam a mostrar resultados positivos. Ele afirmou: “Nunca conseguiremos vencer a Rússia enquanto a estagnação e a corrupção dominarem nosso Exército e nossos ministérios”.

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Tensões internas

A demissão ocorreu em meio a relatos de tensões entre Fedorov e Oleksandr Syrskyi, comandante das Forças Armadas, que foram citadas como uma das principais razões para sua saída. O ex-ministro confirmou que havia diferenças com Syrskyi.

Em coletiva à imprensa, ele declarou: “Quando o presidente afirmou que não pretendia substituir Syrskyi, eu respondi que aprenderia a trabalhar com ele. Porém, todas as nossas propostas foram bloqueadas”.

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By Noticiei Agora

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