Musk alega que Le Pen é a ‘última cartada da França’ na política extrema-direita

Na última quarta-feira, dia 15, o empresário Elon Musk, fundador da SpaceX e proprietário da plataforma social X (anteriormente Twitter), declarou seu apoio à candidata da extrema direita francesa, Marine Le Pen, que busca a Presidência da França.

Musk postou em sua conta no X uma mensagem afirmando: “Ela é a última esperança da França”, acompanhada por uma imagem de Le Pen. Embora já tenha manifestado seu apoio anteriormente, esta é a primeira vez que se pronuncia após a oficialização da candidatura de Le Pen para as eleições do próximo ano.

+ Le Pen reafirma candidatura à presidência da França mesmo após condenação por corrupção

A liderança de Le Pen no partido de extrema direita, Reagrupamento Nacional (RN), considera fundamental o respaldo de Musk para almejar a presidência do país. A política de 57 anos recuperou sua elegibilidade para concorrer ao cargo após uma decisão do Tribunal de Apelação de Paris, que, apesar de manter sua condenação por desvio de fundos públicos europeus, diminuiu sua pena de inelegibilidade para 45 meses, dos quais 30 já foram cumpridos.

Isso significa que, na prática, Le Pen poderá novamente disputar cargos públicos em 15 meses. Mesmo com a imposição de tornozeleira eletrônica — o tribunal ainda estipulou uma pena de três anos de prisão, dos quais dois foram suspensos e o restante deverá ser cumprido em regime aberto — ela também terá que pagar uma multa de 100 mil euros (aproximadamente R$ 587 mil).

No momento, Emmanuel Macron governa a França; ele é um político alinhado à centro-direita e ocupa o cargo há uma década. Em resposta ao apoio declarado por Musk, Jean Noël Barrot, ministro francês das Relações Exteriores, comentou: “Como dizemos em francês: só os tolos não mudam de opinião”.

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O posicionamento político de Elon Musk já foi alvo de polêmica anteriormente. Em junho deste ano, ele foi criticado pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que o acusou de tentar “semear discórdia” no Reino Unido após comentários sobre o assassinato de um estudante no ano anterior.

Musk, que já foi aliado do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, tem um histórico conhecido de apoio a líderes extremistas. Em janeiro passado, fez um gesto semelhante à saudação nazista durante um evento em Washington.

Além disso, o CEO da Tesla participou recentemente de um comício do partido ultradireitista alemão Alternativa para a Alemanha (AfD) e provocou controvérsia ao sugerir que o país deveria deixar para trás “a culpa do passado”, apenas dois dias antes do Dia Internacional da Memória do Holocausto e do 80º aniversário da libertação do campo de concentração Auschwitz.

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By Noticiei Agora

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