O papa Leão XIV criticou líderes que investem somas exorbitantes em conflitos bélicos, afirmando que o mundo está sendo “destruído por um grupo reduzido de tiranos”. Estas declarações foram proferidas na quinta-feira, 16, durante sua visita aos Camarões, em meio a um crescente descontentamento entre o líder da Igreja Católica e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Leão declarou: “Os mestres da guerra parecem ignorar que um momento é suficiente para causar destruição, mas muitas vezes uma vida inteira não é suficiente para reconstruir.” Ele acrescentou que “eles se recusam a reconhecer que bilhões de dólares são usados para assassinatos e devastação, enquanto os recursos necessários para cura, educação e restauração estão ausentes”.
Nascido em Chicago, no norte dos EUA, Leão XIV tem enfrentado desavenças públicas com a administração Trump durante seu primeiro ano de governo. Em março, o papa afirmou que Deus ignora as orações de “líderes com as mãos manchadas de sangue”, em resposta a declarações do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, que utilizou princípios cristãos para justificar a intervenção no Irã.
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No entanto, foi no domingo, 12, que o clima hostil entre eles se tornou mais evidente. Trump fez uma postagem nas redes sociais chamando Leão de “FRACO em relação ao crime e desastroso para a política externa”. O republicano também publicou uma imagem onde se apresentava como uma figura semelhante a Jesus — essa postagem foi removida algumas horas depois devido à repercussão negativa.
<spanEm entrevista à agência de notícias Reuters, Leão XIV afirmou que continuará a se manifestar sobre a situação no Irã, mesmo evitando respostas diretas ao presidente americano. Na mesma ocasião, ele reiterou suas críticas àqueles que buscam justificativas religiosas para apoiar ações bélicas.
