Antigo agente da CIA é detido nos EUA com fortuna de mais de R$ 200 milhões em ouro

Um ex-integrante da CIA, agência de inteligência dos Estados Unidos, foi detido após investigações revelarem que ele mantinha em sua residência barras de ouro no valor aproximado de US$ 40 milhões (equivalente a cerca de R$ 202 milhões na cotação atual). Informações divulgadas pela agência de notícias The Associated Press, na quarta-feira, 27, indicam que David Rush é acusado de desviar recursos públicos ao redirecionar somas consideráveis que deveriam ser utilizadas para despesas profissionais.

Com um cargo elevado dentro da CIA, Rush teria solicitado a seus superiores uma “quantia significativa em moeda estrangeira e dezenas de milhões em barras de ouro”, alegando que esses fundos eram necessários para um suposto projeto. Os valores foram liberados entre os meses de novembro e março, mas não está claro qual era o propósito pretendido por ele para essa quantia.

Investigação mais ampla

A situação é parte de uma investigação mais abrangente realizada pelo FBI, que busca determinar se Rush forneceu informações enganosas sobre sua formação acadêmica e experiência militar, circunstâncias que poderiam ter facilitado sua ascensão ao cargo de “funcionário executivo sênior” na CIA. O inquérito ganhou força após a própria agência de inteligência indicar “possíveis violações da lei” cometidas pelo ex-agente.

Os investigadores afirmam que Rush teria mentido ao se apresentar como piloto da Marinha e possuir diplomas da Universidade Clemson, na Carolina do Sul, e do Instituto Politécnico Rensselaer, em Nova York. No entanto, Rush nunca frequentou essas instituições; embora tenha se alistado na Marinha em 1997 e atuado como tenente na reserva entre 2004 e 2015, ele não passou por avaliações para ser piloto durante esse tempo.

Buscas acham ouro

A operação do FBI culminou em uma busca na residência do ex-agente no dia 18 de maio. Durante a vistoria, os agentes descobriram 303 barras de ouro, além de US$ 2 milhões em dinheiro e 35 relógios luxuosos, muitos deles da renomada marca Rolex. Em face dessas descobertas, Rush foi preso sob a acusação de ter “desviado, roubado ou se apropriado conscientemente de bens valiosos pertencentes aos Estados Unidos”.

Ainda não foram revelados detalhes sobre as funções específicas que Rush desempenhava inicialmente na CIA. Apenas foi informado que ele possuía uma autorização máxima de segurança e acesso a informações confidenciais. O ex-agente permanece sob custódia enquanto seus advogados e promotores federais se preparam para uma audiência no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Leste da Virgínia.

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By Noticiei Agora

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