Ministro de Israel anuncia estratégia para Gaza que a ONU classifica como crime contra a humanidade

Em uma declaração feita na quarta-feira, 27, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, reiterou sua intenção de pôr em prática um plano que visa a remoção em larga escala dos palestinos da Faixa de Gaza. As Nações Unidas consideram essa ação como um deslocamento forçado, o que constituiria uma violação do direito internacional e poderia ser classificado como crime de guerra ou crime contra a humanidade.

Katz definiu a estratégia como um “plano de emigração voluntária” destinado aos residentes do enclave. Este projeto foi iniciado no início do ano passado, mas sua execução foi suspensa devido às negociações para um cessar-fogo.

No X (anteriormente conhecido como Twitter), o ministro afirmou: “O plano de emigração voluntária de Gaza também será implementado, tudo a seu tempo e da maneira correta”.

A proposta de deslocar a população da Gaza foi igualmente levantada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após uma reunião com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em fevereiro de 2025.

A situação em Gaza após o conflito

Organizações de direitos humanos têm caracterizado essa proposta como uma forma de “limpeza étnica”. A pressão para que os palestinos deixem o enclave não só contraria as normas internacionais como também infringe o cessar-fogo estabelecido desde 10 de outubro de 2025, assinado por Israel. O plano estipula que “Gaza será redesenvolvida para o benefício do povo de Gaza, que já sofreu bastante”.

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Aproximadamente 2,1 milhões de indivíduos permanecem no território devastado, vivendo em uma estreita faixa costeira que representa apenas 40% da área total, após a ocupação militar israelense nas demais regiões.

A declaração do ministro surge pouco mais de uma semana depois que as Nações Unidas exigiram que Israel adote medidas preventivas para evitar um possível “genocídio” em Gaza, alertando para indícios de limpeza étnica tanto nesse território palestino quanto na Cisjordânia ocupada. Em um relatório que abrange o período desde os ataques do Hamas em 7 de outubro até maio de 2025, o alto comissário para os Direitos Humanos, Volker Türk, convocou o governo israelense a assegurar que se cumpra uma ordem da Corte Internacional de Justiça (CIJ), emitida em 2024, que pede medidas para impedir atos e incitações ao genocídio contra os palestinos.

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By Noticiei Agora

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