Como a inteligência artificial está transformando empresas brasileiras, segundo Luiz Gustavo Mori

A inteligência artificial deixou de ser uma tendência distante para se tornar uma ferramenta prática dentro das empresas brasileiras. O que antes parecia restrito a grandes companhias de tecnologia hoje já aparece em áreas como atendimento ao cliente, marketing, vendas, gestão financeira, análise de dados, produção de conteúdo, logística, recursos humanos e tomada de decisão estratégica.

Segundo Luiz Gustavo Mori, especialista em tecnologia, a IA representa uma das maiores mudanças recentes no ambiente corporativo nacional, porque permite que empresas de diferentes portes aumentem produtividade, reduzam custos e tomem decisões com mais precisão.

“A inteligência artificial não veio apenas para automatizar tarefas. Ela veio para mudar a forma como as empresas pensam, operam e competem. Quem souber usar essa tecnologia com estratégia terá uma vantagem muito relevante nos próximos anos”, afirma Luiz Gustavo Mori.

A IA já é realidade nas empresas brasileiras

O avanço da inteligência artificial no Brasil pode ser observado em diferentes pesquisas recentes. Segundo o IBGE, o uso de IA nas empresas industriais brasileiras subiu de 16,9% em 2022 para 41,9% em 2024, um crescimento expressivo em apenas dois anos. As principais áreas de aplicação foram administração, comercialização e desenvolvimento de produtos, processos e serviços.

Esse movimento mostra que a IA não está limitada a robôs, sistemas complexos ou grandes laboratórios de inovação. Na prática, ela está sendo incorporada a atividades comuns do cotidiano empresarial, como organização de informações, atendimento automatizado, análise de comportamento do consumidor, geração de relatórios e melhoria de processos internos.

Para Luiz Gustavo Mori, esse crescimento demonstra que a tecnologia está se tornando uma ferramenta essencial para a competitividade.

“As empresas brasileiras começaram a perceber que a IA não é apenas uma inovação bonita para apresentar ao mercado. Ela resolve problemas reais: economiza tempo, melhora processos, identifica oportunidades e reduz falhas operacionais”, destaca.

Automação de tarefas e ganho de produtividade

Uma das principais transformações provocadas pela inteligência artificial está na automação de tarefas repetitivas. Atividades que antes exigiam horas de trabalho manual podem ser executadas em minutos por sistemas inteligentes.

Isso inclui:

Automação de respostas em atendimento ao cliente;

Classificação de documentos;

Organização de dados;

Geração de relatórios;

Análise de planilhas;

Criação de textos, imagens e campanhas;

Triagem de currículos;

Monitoramento de indicadores de desempenho.

Na visão de Luiz Gustavo Mori, a grande vantagem da IA não está apenas em substituir tarefas manuais, mas em liberar os profissionais para funções mais estratégicas.

“O ganho real acontece quando a empresa usa a inteligência artificial para tirar o peso operacional da equipe. Assim, os profissionais deixam de gastar tempo com tarefas repetitivas e passam a focar em estratégia, criatividade, relacionamento e inovação”, explica.

Atendimento ao cliente mais rápido e personalizado

Outra área fortemente impactada pela IA é o atendimento ao cliente. Chatbots, assistentes virtuais e sistemas de resposta automática já são utilizados por empresas brasileiras para responder dúvidas, direcionar solicitações e oferecer suporte em tempo real.

Com a inteligência artificial, o atendimento pode se tornar mais ágil, disponível 24 horas por dia e personalizado de acordo com o histórico e comportamento do consumidor.

Para empresas que lidam com grande volume de mensagens, essa tecnologia reduz filas, melhora a experiência do cliente e aumenta a capacidade de resposta.

Luiz Gustavo Mori avalia que o atendimento inteligente será cada vez mais importante para a reputação das marcas.

“O consumidor atual quer velocidade. Ele não quer esperar dias por uma resposta simples. A IA permite que a empresa esteja presente o tempo todo, mas o grande desafio é equilibrar automação com atendimento humano de qualidade”, afirma.

Marketing, vendas e análise de comportamento

A inteligência artificial também está transformando a forma como empresas brasileiras fazem marketing e vendas. Com ferramentas de IA, é possível analisar o comportamento dos consumidores, identificar padrões de compra, prever tendências e criar campanhas mais direcionadas.

Na prática, isso permite que empresas entendam melhor:

Quem é o público-alvo;

Quais produtos têm maior potencial de venda;

Quais canais trazem mais resultado;

Quais conteúdos geram mais engajamento;

Qual é o melhor momento para abordar um cliente;

Quais campanhas precisam ser ajustadas.

Segundo pesquisa da Bain & Company, 67% das empresas brasileiras consideravam a inteligência artificial uma prioridade estratégica para 2025. O estudo também apontou ganhos médios de produtividade e resultados financeiros em companhias que adotaram IA generativa de forma estruturada.

Para Luiz Gustavo Mori, esse cenário reforça que a IA não deve ser vista apenas como ferramenta técnica, mas como parte da estratégia comercial.

“A empresa que entende seus dados entende melhor o seu cliente. A inteligência artificial permite transformar informação em ação. Isso muda completamente a forma de vender, comunicar e se posicionar no mercado”, diz.

Pequenas e médias empresas também podem se beneficiar

Embora muitas pessoas ainda associem inteligência artificial a grandes corporações, pequenas e médias empresas também podem se beneficiar da tecnologia. Hoje, existem ferramentas acessíveis para criação de conteúdo, automação de atendimento, gestão financeira, análise de dados, controle de estoque e relacionamento com clientes.

Para Luiz Gustavo Mori, esse é um dos pontos mais importantes da transformação digital: a democratização do acesso.

“Antes, certas tecnologias eram caras e restritas a grandes empresas. Agora, pequenos negócios também conseguem usar IA para melhorar atendimento, organizar processos e vender mais. Isso cria uma nova oportunidade competitiva para o empreendedor brasileiro”, afirma.

No universo das startups, a presença da inteligência artificial também é crescente. Levantamento do Sebrae Startups apontou que a IA já está presente em metade das startups brasileiras mapeadas, mostrando o peso da tecnologia em modelos de negócios inovadores.

Tomada de decisão baseada em dados

Durante muito tempo, muitas decisões empresariais foram tomadas com base em intuição, experiência ou percepção de mercado. Embora esses fatores continuem importantes, a inteligência artificial permite que gestores tenham acesso a análises mais completas antes de decidir.

Com IA, é possível cruzar grandes volumes de dados e identificar cenários que dificilmente seriam percebidos manualmente. Isso ajuda em decisões sobre investimento, expansão, contratação, lançamento de produtos, precificação e redução de custos.

Segundo Luiz Gustavo Mori, essa é uma mudança profunda na gestão empresarial.

“A inteligência artificial ajuda o empresário a enxergar o que os dados estão dizendo. Ela não elimina a experiência humana, mas oferece uma visão mais clara para que a decisão seja menos baseada em achismo e mais baseada em evidências”, explica.

Redução de custos e eficiência operacional

A redução de custos é outro fator que impulsiona a adoção da IA. Ao automatizar processos e melhorar a gestão de recursos, empresas conseguem diminuir desperdícios, otimizar equipes e aumentar a eficiência operacional.

Pesquisa divulgada pela AWS apontou que organizações brasileiras que já adotam inteligência artificial relatam impactos positivos em crescimento de receita, expectativa de redução de custos e aceleração de crescimento.

Na prática, isso pode aparecer em diferentes frentes:

Menos retrabalho;

Menor tempo de resposta;

Melhor controle de estoque;

Campanhas mais eficientes;

Atendimento mais rápido;

Processos internos mais organizados;

Previsão mais precisa de demanda.

Para Luiz Gustavo Mori, a eficiência será um dos grandes diferenciais das empresas nos próximos anos.

“Em um mercado competitivo, quem consegue fazer mais com menos sai na frente. A IA permite exatamente isso: processos mais inteligentes, decisões mais rápidas e operações mais enxutas”, afirma.

Os desafios da inteligência artificial nas empresas

Apesar dos benefícios, a adoção da IA também traz desafios. Muitas empresas ainda estão em estágio inicial de maturidade, usando ferramentas de forma informal, sem política interna, treinamento adequado ou governança.

Uma pesquisa divulgada em 2026 apontou que 72% das empresas brasileiras ainda estavam no início da adoção de IA, com uso informal em parte relevante das companhias, o que levanta preocupações sobre segurança, privacidade e governança.

Entre os principais desafios estão:

Falta de capacitação das equipes;

Risco de vazamento de dados;

Uso inadequado de informações sensíveis;

Dependência excessiva de ferramentas automáticas;

Ausência de políticas internas;

Dificuldade de integrar IA aos processos existentes;

Falta de visão estratégica.

Luiz Gustavo Mori alerta que a IA precisa ser implementada com responsabilidade.

“A inteligência artificial deve ser usada com planejamento. Não basta sair colocando ferramentas em todos os setores sem critério. A empresa precisa definir regras, treinar pessoas, proteger dados e entender onde a tecnologia realmente gera valor”, destaca.

O papel dos profissionais na era da IA

Um dos maiores debates sobre inteligência artificial envolve o futuro do trabalho. Muitas funções serão modificadas, algumas tarefas serão automatizadas e novas habilidades serão exigidas.

No entanto, segundo Luiz Gustavo Mori, a IA não deve ser vista apenas como ameaça, mas como uma ferramenta de ampliação da capacidade humana.

“O profissional que aprender a usar IA tende a se tornar mais produtivo e estratégico. O risco maior não está na tecnologia em si, mas em ignorar a mudança. As pessoas e empresas que resistirem completamente à IA podem perder espaço”, afirma.

Nesse novo cenário, algumas competências ganham ainda mais importância:

Pensamento crítico;

Criatividade;

Capacidade de análise;

Comunicação;

Conhecimento em dados;

Ética digital;

Adaptação a novas ferramentas;

Visão estratégica.

Inteligência artificial e competitividade no Brasil

A transformação provocada pela IA também tem impacto direto na competitividade do Brasil. Empresas que adotam tecnologia de forma estruturada podem inovar mais, atender melhor seus clientes, ganhar escala e disputar mercado com organizações mais preparadas digitalmente.

Para Luiz Gustavo Mori, o Brasil tem grande potencial, mas precisa avançar em capacitação, infraestrutura tecnológica e cultura de inovação.

“O Brasil tem empreendedores criativos e um mercado enorme. O que falta, muitas vezes, é transformar tecnologia em estratégia. A inteligência artificial pode ajudar empresas brasileiras a competir melhor, inclusive em mercados internacionais”, analisa.

Conclusão

A inteligência artificial está transformando empresas brasileiras ao automatizar tarefas, melhorar o atendimento, aumentar a produtividade, reduzir custos, fortalecer o marketing, apoiar decisões e criar novas oportunidades de crescimento.

Segundo Luiz Gustavo Mori, o impacto da IA será cada vez mais profundo, mas o sucesso dependerá da forma como cada empresa irá adotar essa tecnologia.

“A inteligência artificial não é uma solução mágica. Ela é uma ferramenta poderosa. O resultado depende de estratégia, conhecimento e responsabilidade. As empresas que entenderem isso estarão mais preparadas para o futuro”, conclui Luiz Gustavo Mori.

Em um mercado cada vez mais digital, a IA deixa de ser diferencial e passa a ser parte essencial da evolução empresarial. Para companhias brasileiras, o momento é de aprendizado, adaptação e ação estratégica.

By Noticiei Agora

Relacionados