Na quarta-feira, 3, um vídeo publicado pelo governo do Kuwait capturou o momento em que um drone militar atingiu o aeroporto internacional do país. As Forças Armadas informaram que uma pessoa perdeu a vida e outras 63 ficaram feridas, em meio ao aumento de ataques entre o Irã e os Estados Unidos no Golfo Pérsico.
Segundo as autoridades kuwaitianas, a explosão foi resultado de um ataque com drone atribuído ao Irã, que atingiu especificamente o Terminal 1 do Aeroporto Internacional do Kuwait. Em decorrência do incidente, os voos foram temporariamente suspensos, mas foram retomados algumas horas depois, conforme relatado pela autoridade de aviação civil local.
O porta-voz do Ministério da Defesa do Kuwait, Saud Abdulaziz Al-Atwan, descreveu o incidente como “uma agressão criminosa iraniana que causou danos materiais significativos ao edifício e resultou em ferimentos”.
No entanto, a mídia estatal iraniana refutou a alegação de que Teerã teve o aeroporto kuwaitiano como alvo. A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou que a explosão ocorreu devido a mísseis interceptores dos Estados Unidos que falharam em atingir seus objetivos.
<p Enquanto isso, na noite de terça-feira, 2, forças americanas dispararam um míssil contra um petroleiro que estava supostamente tentando contornar o bloqueio imposto pelos EUA no Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o comércio global de petróleo. Esse cerco visa restringir o tráfego comercial para e do Irã, em resposta ao fechamento da passagem pelo Irã desde o início do conflito.
Os Estados Unidos também relataram ter derrubado três drones “lançados pelo Irã contra navios civis que navegavam regularmente em águas regionais”, sem fornecer muitos detalhes adicionais. Além disso, alvos na ilha iraniana de Qeshm foram atacados.
A Guarda Revolucionária declarou que “as Forças Armadas agressivas dos EUA atingiram um petroleiro iraniano próximo ao Estreito de Ormuz com um projétil aéreo”, causando danos à casa de máquinas da embarcação e alertou que as “respostas devem servir como lições”.
A crescente tensão evidencia a fragilidade das negociações de paz entre os dois lados envolvidos na guerra, que estão estagnadas há várias semanas desde seu início em 28 de fevereiro.
