‘Hegseth afirma que os EUA não vão recuar na guerra contra o Irã’

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta quinta-feira, 19, que o país está determinado a levar a guerra contra o Irã até o fim. “Vamos acabar com isso”, declarou ele ao abrir uma coletiva no Pentágono, marcada pela defesa da ofensiva militar americana, críticas à imprensa e referências religiosas.

A fala veio após o secretário manter uma conversa com familiares de seis militares americanos mortos na queda de um avião de reabastecimento sobre o Iraque, na semana passada. “Eles disseram: ‘terminem isso, honrem o sacrifício deles, não hesitem, não parem até que o trabalho esteja concluído’. Minha resposta, junto com a do presidente, foi simples: claro que vamos terminar isso”, afirmou.

Apesar do tom firme, Hegseth evitou estabelecer um prazo para o fim da guerra. Disse que a decisão caberá ao presidente Donald Trump, mas garantiu que os objetivos definidos pela Casa Branca “estão dentro do cronograma”.

Entre as metas, citou a destruição de lançadores de mísseis balísticos, da infraestrutura industrial associada a esse armamento, da Marinha iraniana e da capacidade do país de desenvolver uma arma nuclear.

Segundo o secretário, cerca de 7 mil alvos já foram atingidos no Irã pelas forças americanas, incluindo instalações estratégicas como a Ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do país. Ele e o chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine, afirmaram ainda que os ataques reduziram em até 90% a capacidade de lançamento de mísseis e drones por parte de Teerã — percentual que vem sendo reiterado por autoridades americanas.

Relatos de ataques, no entanto, continuam sendo registrados em diferentes pontos do Golfo, atingindo infraestruturas energéticas, militares e civis.

Hegseth também disse que a Marinha iraniana sofreu danos extensos e que a frota de submarinos do país estaria inoperante. “Estamos vencendo de forma decisiva e nos nossos termos”, afirmou. “Não temos medo de ir atrás de ninguém.”

Durante a coletiva, o secretário voltou a criticar a cobertura da imprensa e adotou um tom religioso ao defender a campanha militar, pedindo que os americanos rezem pelos soldados mortos. Ele elogiou ainda o papel de Israel no conflito e afirmou que países do Golfo, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein e Kuwait, têm se mobilizado para apoiar a operação — embora não tenham participado diretamente de ataques até o momento.

A guerra, que entrou na terceira semana, já deixou milhares de mortos e elevou a tensão no Oriente Médio, com impactos diretos no preço do petróleo e no comércio global, especialmente diante das ameaças de bloqueio no Estreito de Ormuz.

Apesar dos apelos internacionais por um cessar-fogo, autoridades americanas indicam que a ofensiva deve continuar nos próximos dias, com a previsão de uma das maiores ondas de bombardeios desde o início do conflito.

By Noticiei Agora

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