Dar vida a uma lenda do futebol brasileiro exigiu mais do que apenas atuar diante das câmeras. Na estreia da série “Brasil 70: A Saga do Tri” na Netflix, ocorrida na última sexta-feira, o ator Daniel Blanco assume o papel de Rivellino, trazendo à tona sua paixão pelo futebol, que o acompanha desde sua infância.
Com 32 anos de idade, Daniel revela que durante sua adolescência foi selecionado em uma peneira do Flamengo, mas optou por seguir o caminho da atuação. “O futebol sempre foi minha verdadeira paixão. Fiquei animado ao receber a proposta deste projeto, pois consegui unir duas áreas essenciais da minha vida: o esporte e a atuação”, compartilha ele.
Leia Também
Opinião: “E.T.” resgata um tipo de humor que anda desaparecido da TV
Novela das nove vira alvo de disputa entre Manuela Dias e Bruno Luperi
Arthur morreu mesmo em “Quem Ama Cuida”? Antonio Fagundes tem contrato até janeiro
Cristiana Oliveira volta à dramaturgia como vilã em nova novela do Globoplay
Segundo Daniel, a escolha dos atores levou em conta não só as semelhanças físicas com os jogadores da época, mas também suas habilidades no futebol. Para recriar os momentos icônicos da seleção brasileira de 1970, os participantes passaram por um intenso treinamento que incluiu ensaios para jogadas, preparação física e várias semanas de prática antes das filmagens. “Foi um processo desafiador, mas muito gratificante. Cada um se dedicou para passar autenticidade nas cenas de jogo”, lembra.
Com quase 15 anos de carreira envolvendo novelas, séries e plataformas digitais, Daniel valoriza a variedade dos formatos em que atua. Ele expressa sua apreciação pela atenção dedicada às cenas nas séries: “Gosto muito do cuidado que cada sequência recebe e da chance de experimentar mais próximo dos diretores e roteiristas. Esse ambiente permite explorar diferentes caminhos para o personagem sem a pressão comum às produções mais rápidas”, observa ele.
Ainda que esteja ganhando destaque nas plataformas de streaming, o ator manifesta seu desejo de retornar ao formato tradicional das novelas. Com seis trabalhos nesse formato já realizados, ele considera essa experiência extremamente enriquecedora: “Admiro como a novela é uma obra dinâmica, capaz de se adaptar às reações do público e à química entre os atores. É um formato vivo que sempre se reinventa. Atuar em novelas é uma verdadeira aventura”, define.
Além de se dedicar à atuação, Daniel mantém uma forte ligação com a música. Após lançar seu álbum solo intitulado “Left Behind”, ele agora está focado em um novo projeto musical com sua banda de rock chamada Muladhara. Em meio aos seus vários compromissos artísticos, ele vê na música uma maneira de renovação criativa. Para o futuro, seu objetivo é continuar explorando diferentes formas artísticas: “Quero seguir trabalhando com arte e ter liberdade para me expressar diversamente. Meu desejo é contar histórias que provoquem reflexão e toquem as pessoas através do meu trabalho”, conclui.
