Come Come Delivery mira 1.000 operadores franqueados e aposta em modelo de baixo investimento para acelerar expansão no Brasil

Empresa de tecnologia para delivery pretende ampliar presença nacional por meio de empreendedores locais e oferecer uma alternativa de entrada no mercado de franquias para quem não dispõe de capital para modelos tradicionais.

A Come Come Delivery, plataforma brasileira de tecnologia para delivery, estabeleceu uma meta considerada ousada para os próximos anos: chegar a 1.000 operadores franqueados em diferentes cidades do Brasil.

A estratégia faz parte de um modelo de expansão baseado na atuação de empreendedores locais. Em vez de concentrar a operação em grandes centros, a empresa busca pessoas interessadas em desenvolver o mercado de delivery em suas próprias cidades, atuando na prospecção de estabelecimentos, divulgação da plataforma e desenvolvimento da operação local.

Atualmente, a Come Come já está presente em mais de 130 cidades e pretende acelerar esse processo de expansão.

Para David Gonçalves, CEO da Come Come Delivery, a meta de 1.000 operadores não representa apenas um número de crescimento empresarial, mas a construção de uma rede nacional formada por empreendedores locais.

“Nossa meta é chegar a 1.000 operadores no Brasil. É uma meta ousada, mas estamos construindo esse projeto cidade por cidade. Acreditamos que existe uma grande quantidade de empreendedores que quer ter o próprio negócio, mas muitas vezes não consegue entrar em uma franquia tradicional por causa do investimento inicial.”

Um modelo para quem busca uma porta de entrada no empreendedorismo

Um dos pilares da estratégia da empresa é justamente ampliar o acesso ao modelo de franquias.

Franquias tradicionais podem exigir investimentos elevados em ponto comercial, estrutura física, equipamentos, estoque e equipe. O modelo da Come Come busca reduzir essa barreira ao trabalhar com uma operação essencialmente digital e local.

O operador não precisa montar uma loja física para iniciar a atividade. Sua principal função é desenvolver comercialmente a plataforma em sua cidade, conquistar estabelecimentos parceiros, estimular a utilização do aplicativo e contribuir para o crescimento da operação local.

Segundo David Gonçalves, essa característica é importante para democratizar o acesso ao empreendedorismo.

“Não queremos criar uma oportunidade apenas para quem já tem muito capital. Queremos também alcançar aquele empreendedor que tem disposição para trabalhar, conhece sua cidade, sabe vender, tem relacionamento com comerciantes, mas nunca teve condições de investir em uma franquia tradicional.”

A proposta, porém, não é apresentada pela empresa como uma promessa de renda fácil. O crescimento da operação depende da capacidade de cada operador de desenvolver o mercado local, conquistar parceiros e gerar movimentação na plataforma.

Tecnologia como estrutura para o operador local

A Come Come fornece a infraestrutura tecnológica necessária para a operação, incluindo aplicativos para consumidores, lojistas e entregadores, além de ferramentas de gestão e relacionamento.

Entre os recursos disponibilizados aos estabelecimentos estão CRM, automação de WhatsApp, cashback, cupons, pagamentos online, cardápio digital, gestão de pedidos, notificações e ferramentas de marketing.

A ideia é fazer com que o operador tenha uma estrutura tecnológica nacional enquanto mantém uma atuação comercial próxima dos estabelecimentos da sua cidade.

“A tecnologia é nossa responsabilidade. O desenvolvimento do mercado local é responsabilidade do operador. Nós entregamos a estrutura, as ferramentas, o treinamento e o suporte. Ele precisa conhecer a cidade, conversar com os lojistas e fazer a operação acontecer.”, explica Gonçalves.

Mais do que um aplicativo de delivery

A empresa também procura se posicionar de maneira diferente de um marketplace tradicional. Para a Come Come, o objetivo não é apenas gerar pedidos, mas oferecer ferramentas que ajudem o comerciante a desenvolver relacionamento e recorrência com seus clientes.

CRM, cashback e automação de comunicação fazem parte dessa estratégia.

“Não queremos ser apenas mais um aplicativo instalado no celular do consumidor. Queremos construir uma operação que gere valor para o lojista e, ao mesmo tempo, permita que o empreendedor local construa um negócio na sua cidade.”

Expansão cidade por cidade

O plano de alcançar 1.000 operadores segue uma lógica descentralizada. Cada novo operador representa uma possibilidade de expansão em uma nova região, criando uma rede nacional com atuação local.

A empresa acredita que o conhecimento que o empreendedor possui sobre sua própria cidade pode ser um diferencial importante para desenvolver o negócio.

Para Gonçalves, esse é um dos principais motivos pelos quais a expansão será conduzida de forma regional.

“Quem mora na cidade conhece os comerciantes, conhece os bairros, conhece os hábitos das pessoas e sabe onde estão as oportunidades. Nós queremos unir esse conhecimento local com uma plataforma tecnológica nacional.”

A ambição da Come Come é transformar esse modelo em uma rede de 1.000 empreendedores atuando em diferentes mercados brasileiros.

“Sabemos que chegar a 1.000 operadores é um desafio enorme. Mas preferimos estabelecer uma meta grande e construir o caminho para chegar até ela. Nosso objetivo é crescer junto com quem estiver dentro da rede.”

Com a estratégia, a Come Come Delivery aposta na combinação entre tecnologia, operação local e um modelo de franquia de menor barreira de entrada para acelerar sua presença no mercado brasileiro de delivery.

A meta está definida: 1.000 operadores. O desafio agora é transformar cada cidade em uma nova operação.

DAVID GONCALVES
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By Noticiei Agora

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