Otan assegura ações decisivas após queda de míssil russo em solo polonês

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) declarou que tomará “todas as medidas necessárias” para proteger seu território após a queda de um míssil russo na Polônia, um de seus países membros, nesta quinta-feira, 30.

O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, informou que há indícios de que o projétil seja um Kh-101, que causou uma cratera de 10 metros nas proximidades da vila de Tarnawa Kolonia, localizada na parte leste do país. Ele ressaltou, entretanto, que “não havia perigo imediato, uma vez que o míssil atingiu uma área desabitada”.

A Otan comunicou que está “em contato próximo com as autoridades polonesas”. Em um comunicado, o porta-voz do Quartel-General Supremo das Potências Aliadas na Europa (Shape) mencionou que tanto a Polônia quanto outras forças da aliança já mobilizaram aeronaves, como caças F-16 e um jato Saab 340, além de um helicóptero Mi-24 e uma aeronave para reabastecimento em voo.

O general Alexus Grynkewich, comandante das forças da Otan na Europa, está em comunicação direta com o chefe de Defesa polonês, general Wieslaw Kukula, sobre as possíveis respostas da Otan e da Polônia ao incidente.

Conforme informações das autoridades polonesas, a cratera resultante da queda do míssil está situada em uma área agrícola a aproximadamente 2 quilômetros de edificações residenciais. Moradores de Tarnawa Kolonia relataram ter ouvido uma explosão intensa por volta das 4h00 locais (23h00 em Brasília), cerca de uma hora antes que a polícia localizasse o objeto.

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<pDurante uma visita ao local do impacto do míssil, Tusk destacou que "não há razões para acreditar que a Polônia era o alvo pretendido". Ele sugeriu a possibilidade de um desvio durante um ataque direcionado aos alvos ucranianos — na mesma madrugada, 13 civis perderam a vida no país vizinho. O primeiro-ministro também assegurou que a Força Aérea polonesa estaria preparada para interceptar qualquer projétil que representasse risco à população e mencionou o interesse dos Estados Unidos em participar da investigação sobre o ocorrido.

Condenação europeia

Líderes europeus expressaram preocupação após a confirmação da violação do espaço aéreo polonês. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, declarou que “a guerra da Rússia representa uma ameaça à nossa segurança”.

“Condeno veementemente o ataque russo que resultou na morte de civis na Ucrânia e a violação do espaço aéreo polonês. Essa guerra é uma ameaça à segurança coletiva da Europa. A Dinamarca apoia tanto a Ucrânia quanto a Polônia. É fundamental intensificarmos nosso apoio à Ucrânia e aumentar a pressão sobre a Rússia”, afirmou ela.

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O chanceler alemão Friedrich Merz descreveu o incidente como um ato “imprudente” e alertou sobre a disposição da Rússia em “escalar” o conflito. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, também condenou “mais uma violação inaceitável do espaço aéreo da União Europeia” resultante dos ataques contra a Ucrânia.

“Estamos fazendo tudo ao nosso alcance para ajudar a Ucrânia a vencer esta guerra. Além disso, estamos estabelecendo uma sólida arquitetura de segurança europeia em terra, no mar e no ar”, garantiu ela.

Nesta madrugada, ataques aéreos russos resultaram na morte de pelo menos 13 pessoas e deixaram dezenas feridas em diversas regiões da Ucrânia, incluindo sua capital Kiev. As autoridades locais relataram que durante a noite foram lançados 74 mísseis e 284 drones pela Rússia.

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By Noticiei Agora

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