Os integrantes do partido francês de extrema direita Reunião Nacional (RN), liderado por Marine Le Pen, de 57 anos, reagiram às recentes declarações de Kylian Mbappé. O capitão da seleção francesa criticou o conservadorismo no país durante uma entrevista à revista Vanity Fair, o que gerou descontentamento entre os políticos do RN.
Na entrevista para a publicação americana, Mbappé expressou sua opinião sobre a ascensão do partido de Le Pen, classificando-a como “catastrófica” e afirmando que não se pode esperar que jogadores de futebol permaneçam em silêncio. Para ele, os atletas têm um papel como “cidadãos” e devem ter liberdade para compartilhar suas opiniões.
Jordan Bardella, presidente do RN e que tem se destacado nas pesquisas para as próximas eleições presidenciais, fez uma resposta ao jogador. Em suas redes sociais, ele insinuou que a conquista da Champions League pelo Paris Saint-Germain (PSG) foi consequência da saída de Mbappé do clube.
Em declaração à rádio RTL nesta quarta-feira, 13, Le Pen afirmou que a posição de Mbappé em relação ao seu partido a acalma, já que a estratégia do jogador de deixar o PSG em busca de sucesso no Real Madrid não teve o resultado esperado. “Acredito sinceramente que os torcedores têm autonomia suficiente para decidir em quem votar sem depender da influência de Mbappé”, comentou Le Pen na RTL.
Julien Odoul, deputado e porta-voz do RN, declarou que o camisa 10 da seleção francesa não deveria se comportar como um “ativista político”, ressaltando sua responsabilidade em representar todos os franceses sem criar divisões.
