Após um mês de agosto desfavorável, a Bolsa brasileira experimentou um crescimento em setembro. O Ibovespa, que é o principal índice de ações da B3, encerrou o mês com uma alta de 5,03%, alcançando seu segundo melhor desempenho mensal em 2026, atrás apenas do resultado de janeiro, quando subiu 12,6%. Este movimento colocou o índice entre os destaques positivos tanto para o acumulado do ano quanto para os últimos 12 meses.
A conjuntura foi especialmente propícia para as empresas que são mais suscetíveis às flutuações das taxas de juros. A possibilidade de uma mudança no comando do governo federal animou os investidores, enquanto a queda nas taxas negociadas no mercado futuro possibilitou a recuperação de ações que haviam sido impactadas negativamente por aumentos anteriores dessas taxas.
As taxas de juros futuros refletem as expectativas dos investidores sobre fatores como inflação, câmbio e saúde fiscal do país. Em setembro, a diminuição dessas taxas favoreceu setores mais sensíveis às condições monetárias, que registraram algumas das mais expressivas valorizações na Bolsa.
Com esse resultado, o Ibovespa completou quatro meses de alta e cinco meses de queda em 2026. Além do bom desempenho em setembro, o índice teve resultados positivos em janeiro, fevereiro e julho. Nos cinco meses restantes do ano, contudo, fechou em baixa, sendo maio o mês com maior recuo, apresentando uma queda de 7,2%.
Apesar das oscilações ao longo do ano, o saldo geral é positivo. Desde janeiro, o Ibovespa acumula um ganho de 15,65%. Quando considerados os últimos 12 meses, a valorização atinge 27,42%.
A ação que mais se destacou no Ibovespa durante setembro foi a do Magazine Luiza (MGLU3), que viu seus papéis crescerem 55,09%. Além do ambiente econômico favorável para o varejo em geral, a empresa também se beneficiou de eventos internos que alavancaram suas ações.
A recuperação judicial da Casas Bahia (BHIA3) permitiu ao Magazine Luiza aumentar sua participação no mercado. Outro passo importante foi a parceria firmada com o Mercado Livre (MELI34), que permite a venda direta dos produtos da companhia na plataforma digital.
A Vamos (VAMO3), empresa atuante no setor de transporte e controlada pela Simpar, ficou na segunda posição com uma valorização de 43,81%. As ações do Assaí (ASAI3) tiveram alta de 29,50%, enquanto as da Yduqs (YDUQ3) avançaram 27,61%. A C&A (CEAB3) fechou a lista das cinco maiores valorizações do mês com um crescimento de 20,55%.
No entanto, ao contrário da Bolsa, o mercado cambial apresentou pequenas variações ao final de setembro. O dólar foi cotado a 5,18 reais no fechamento do mês, com uma leve queda de apenas 0,01%. Ao longo do período, a moeda americana flutuou entre os valores de 5,08 e 5,22 reais.
No acumulado até setembro deste ano, o dólar registra uma desvalorização de 5,84%. Já nos últimos 12 meses essa queda é de 2,59%.
No caso dos demais ativos financeiros, o ouro teve um desempenho negativo tanto no mês quanto no acumulado anual. O metal precioso caiu 6,52% em setembro, resultando em uma desvalorização total de 4,49% desde janeiro. Em contrapartida, comparado aos últimos 12 meses, ainda apresenta uma valorização de 8,16%.
