Ministro da Defesa do Reino Unido renuncia, desafiando governo de Starmer

Na última quinta-feira, 11, o secretário de Defesa do Reino Unido, John Healey, anunciou sua saída do cargo, citando desavenças com o governo relacionadas ao orçamento militar no novo plano financeiro, o qual ele considerou inadequado. Essa renúncia marca a quinta baixa no gabinete do primeiro-ministro Keir Starmer, que tem enfrentado pressões para se demitir tanto internamente quanto externamente, especialmente após o insucesso do Partido Trabalhista nas eleições locais realizadas há um mês.

O aguardado Plano de Investimento em Defesa (DIP) deveria ser revelado em breve. No entanto, Healey manifestou sua insatisfação em uma carta ao primeiro-ministro, afirmando que os recursos alocados estavam “muito abaixo do necessário para a defesa e para o país neste período crítico”. Ele mencionou que a urgência por mais investimentos na área de defesa era clara e que os cálculos financeiros tinham sido finalizados em janeiro.

Healey argumentou que desde então não houve progresso por parte do governo ou do Tesouro em garantir os recursos essenciais para a proteção nacional frente ao aumento das ameaças. Ele também revelou que teve acesso à versão final do plano apenas na tarde de segunda-feira e constatou que o montante proposto estava “muito aquém” do que realmente seria necessário.

Ameaças

O ministro destacou que “a necessidade de acelerar a prontidão para o combate” foi negligenciada. Conforme estipulado no plano, os investimentos militares aumentariam para apenas 2,68% do PIB até 2030. Healey ressaltou que Starmer já havia alertado sobre um potencial ataque da Rússia à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) até aquele ano e, portanto, deveria estar ciente “das demandas da defesa”.

Ele lembrou que esse ponto foi apresentado de maneira convincente pelo primeiro-ministro durante seu discurso na Conferência de Segurança de Munique, realizada em fevereiro. Sem um DIP adequado às necessidades atuais, Healey afirmou estar compelido a tomar decisões que comprometeriam a prontidão das forças armadas e aumentariam os riscos para os soldados em operação, tornando o país potencialmente mais vulnerável.

A carta finalizou com uma declaração contundente: “Após esclarecer que não posso aceitar um acordo de DIP que não forneça às nossas forças os recursos necessários, não me resta alternativa senão apresentar minha renúncia ao cargo de secretário de Defesa.”

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By Noticiei Agora

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