Os eventos que culminaram na prisão de Deolane Bezerra, ocorrida na manhã desta quinta-feira (21/5) em Alphaville, São Paulo, parecem ter saído de um filme. A advogada e influenciadora digital estava sob vigilância da Interpol e quase foi capturada fora do Brasil.
Conforme apurado pelas autoridades e pela CNN Brasil, a Operação Vérnix foi coordenada a partir de Roma, com a intenção inicial de efetuar sua detenção na Itália, onde ela se encontrava hospedada há várias semanas. O nome de Deolane chegou a ser incluído na Difusão Vermelha para mandado de prisão internacional; no entanto, a operação precisou ser ajustada em cima da hora.
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A terceira fase das investigações revela que a influenciadora está supostamente ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Os investigadores indicam que Deolane passou a ter um papel central no inquérito após o cruzamento de dados financeiros que mostraram transações milionárias incompatíveis com seu patrimônio declarado.
Um elemento fundamental que levou ao desenvolvimento dessa etapa da Operação Vérnix foi o conteúdo obtido de um celular apreendido durante uma ação policial anterior. O foco agora é desmantelar um elaborado esquema de lavagem de dinheiro.
Além da influenciadora, as autoridades também estão investigando figuras proeminentes do crime organizado. Entre os alvos dos mandados de prisão estão familiares de Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola. O chefe do PCC já cumpre pena na Penitenciária Federal de Brasília e também está listado na operação.
