Senador filipino se esconde para escapar da prisão e acaba fugindo após dias de ocultação

O senador das Filipinas, Ronald dela Rosa, procurado por crimes contra a humanidade, fez uma fuga do Senado nesta quinta-feira, 14, após dias se escondendo nas dependências do prédio para evitar a prisão.

A confirmação de que dela Rosa não se encontrava mais no local foi feita pelo presidente do Senado, Alan Peter Cayetano. Ele informou à mídia local que houve relatos sobre a evasão do político durante a madrugada. “Aguardo um relatório completo sobre o incidente e o momento em que ele saiu”, declarou.

A saída do senador ocorre logo após a ocorrência de disparos dentro do legislativo filipino, no contexto de uma operação militar visando sua captura. Dela Rosa havia passado os últimos dois dias refugiado em seu escritório parlamentar.

Imagens veiculadas pela agência Reuters mostram o senador sendo trasladado para outra parte do prédio momentos antes dos tiros. Em coletiva de imprensa anterior, ele havia convocado seus apoiadores para impedir sua detenção, afirmando: “Não vamos permitir que outro filipino seja levado para Haia”, referindo-se ao Tribunal Penal Internacional (TPI), que emitiu o mandado contra ele.

Acusações direcionadas a dela Rosa

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No período em que atuou como chefe da Polícia Nacional sob a administração do ex-presidente Rodrigo Duarte, dela Rosa implementou uma rigorosa política antidrogas. O TPI o acusa de autorizar, promover ou tolerar assassinatos de “suspeitos de crimes nas Filipinas (incluindo aqueles considerados ou supostos usuários, vendedores ou produtores de drogas)”, conforme expresso na ordem judicial. Os delitos teriam ocorrido entre julho de 2016 e abril de 2018, e as estimativas apontam para pelo menos 30 mil civis mortos, segundo dados do tribunal.

A polícia filipina iniciou na segunda-feira uma operação para capturar o senador, mas ele conseguiu escapar dos agentes. Câmeras de segurança registraram o ex-chefe da polícia correndo pelos corredores do Senado até chegar ao seu escritório parlamentar, onde ficou sob proteção do presidente da casa, Alan Peter Cayetano, que também é um aliado de Duarte.

O mandado de prisão contra dela Rosa foi emitido de maneira sigilosa pelo TPI em novembro, e desde então havia rumores sobre uma possível detenção. Essa situação levou o parlamentar a se ausentar das suas atividades legislativas por vários meses, embora tenha retornado para participar da audiência que elegeu Cayetano na segunda-feira, quando toda essa crise teve início.

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By Noticiei Agora

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