Revelações de mulher sentenciada à morte em execução malsucedida nos EUA

Christa Pike, de 50 anos, apresentou sinais de consciência durante a execução por injeção letal na noite de quarta-feira, dia 30, no Tennessee, Estados Unidos. Relatos de testemunhas indicam que a detenta reclamou intensamente de dor em seu braço e questionou se essa sensação era normal.

Por volta das 19h34, horário local, Pike expressou: “Meu braço parece que vai explodir” e logo em seguida indagou se o que estava sentindo era esperado. A jornalista Catherine Sweeney, que estava presente, relatou que Pike descreveu uma área do braço como “queimando e doendo”. Antes da execução, a detenta declarou que partiria deste mundo da mesma forma que viveu a maior parte de sua vida: “com amor”. Ela ainda mencionou estar em paz e preparada para a morte.

No entanto, o processo não ocorreu conforme o planejado. Após receber duas doses de pentobarbital, droga empregada no protocolo de injeção letal do estado, Pike permaneceu viva. Testemunhas afirmaram que ela continuou respirando e, em determinados momentos, seus roncos eram audíveis.

Durante a execução, as cortinas da sala foram abertas e fechadas diversas vezes. Por volta das 20h53, os jornalistas foram retirados do local; mesmo assim, continuaram ouvindo Pike respirando e emitindo roncos. Posteriormente, ela foi encaminhada para uma unidade médica. Até a manhã desta quinta-feira, dia 1º, não havia informações sobre seu estado de saúde.

Continua após a publicidade

O Departamento de Correções do Tennessee informou que todas as etapas do protocolo foram seguidas corretamente e destacou que não há previsão para uma terceira aplicação da substância utilizada. Após o ocorrido, o governador do Tennessee, Bill Lee, decidiu suspender todas as execuções programadas até o final de 2026 e ordenou uma revisão independente para apurar os eventos da noite anterior.

Pike foi condenada à pena capital pelo assassinato de Colleen Slemmer, uma jovem de 19 anos morta em 1995. Documentos do caso mostram que Pike tinha apenas 18 anos na época do crime. Ela foi acusada de ter atraído Slemmer para um local isolado no campus agrícola da Universidade do Tennessee antes de realizar o ataque. Essa execução chamou atenção também por ser a primeira vez em mais de dois séculos que o estado planejava executar uma mulher.

Continua após a publicidade

(A coluna GENTE agora está também no Instagram. Siga o perfil @veja.gente)

Publicidade

By Noticiei Agora

Relacionados