Nesta quinta-feira, 4 de outubro, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, fez sérias acusações contra o empresário Elon Musk, afirmando que ele está tentando “semear a discórdia” no Reino Unido. Essa declaração ocorreu após comentários do bilionário sobre o assassinato do estudante Henry Nowak, que aconteceu em dezembro passado na cidade de Southampton, localizada no sul da Inglaterra.
Starmer afirmou: “Mais uma vez, Musk tem interferido na nossa política nos últimos dias, tentando fomentar a divisão entre as pessoas”.
O fundador da rede social X, anteriormente conhecida como Twitter, fez várias postagens em sua plataforma comentando sobre a reação da polícia ao esfaqueamento de Nowak.
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O autor do crime, identificado como Vickrum Digwa, de 23 anos, foi condenado à prisão perpétua na segunda-feira, 1º de outubro, com um tempo mínimo de detenção fixado em 21 anos. Durante o ataque ao jovem Nowak, Digwa alegou falsamente aos policiais que havia sido agredido racicamente por ele. Quando os agentes chegaram ao local do incidente, inicialmente trataram Nowak como suspeito antes de perceberem a gravidade de seus ferimentos.
A situação ganhou notoriedade após a divulgação de registros das câmeras corporais dos policiais, onde é possível ver Nowak caído na rua e dizendo “fui esfaqueado” e “não consigo respirar”. Um dos policiais responde: “Acho que não, amigo”. Infelizmente, o jovem faleceu pouco depois dessa abordagem.
Figuras da extrema direita britânica começaram a explorar o episódio para atacar os direitos das minorias étnicas. O político Nigel Farage, integrante do partido anti-imigração Reform UK, declarou que o caso expõe um tratamento desigual entre brancos e minorias étnicas por parte das autoridades. Ele afirmou: “O medo de ser chamado de racista era maior do que lidar com o assassinato de Henry Nowak”.
Na terça-feira passada, após a condenação de Digwa, manifestantes se confrontaram com a polícia em Southampton durante um protesto pela morte de Nowak. As autoridades locais relataram que centenas de pessoas participaram da manifestação, que terminou em violência com objetos sendo lançados contra os agentes. Ao menos 11 policiais e um cão da corporação ficaram feridos durante os confrontos.
A ministra do Interior, Shabana Mahmood, criticou os atos violentos e acusou certos ativistas de usarem a tragédia para aumentar as divisões sociais. Ela destacou que a família de Nowak pediu que sua morte não fosse utilizada para promover ódio ou tensões raciais e garantiu que aqueles responsáveis pelos incidentes serão punidos.
