Nações se unem para oferecer assistência à Venezuela após os tremores de terra

Na noite de quarta-feira, 24, a Venezuela foi devastada por dois terremotos com magnitudes de 7,2 e 7,4, resultando em ao menos 164 fatalidades e mais de 790 pessoas feridas. A expectativa é que o número de vítimas aumente nas próximas horas, já que cerca de 500 equipes de resgate estão trabalhando arduamente para localizar sobreviventes entre os escombros.

Um portal ligado à oposição venezuelana relata que cerca de 10 mil indivíduos estão desaparecidos, enquanto o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) sugere que o total de mortos pode variar entre 10 mil e 100 mil.

Frente a essa tragédia, várias nações se mobilizaram para enviar equipamentos e equipes de resgate ao país sul-americano.

O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou o envio imediato de 85 profissionais de resgate.

“A França está preparada para auxiliar as populações afetadas em colaboração com seus parceiros europeus, respondendo às necessidades expressas pelas autoridades da Venezuela”, declarou Macron em sua conta no X (ex-Twitter).

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O Ministério da Defesa da Espanha confirmou o envio de uma equipe composta por 54 socorristas do exército para ajudar na situação emergencial na Venezuela. Esta unidade utilizará cães treinados para busca e equipamentos especializados, como câmeras de resgate e geofones. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, expressou solidariedade ao povo venezuelano.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seu país está “preparado e disposto a oferecer assistência” à Venezuela e instruiu todas as agências federais a se prepararem para agir rapidamente.

“Os dois grandes terremotos que atingiram a população venezuelana foram devastadores e resultaram em um número alarmante de mortes”, escreveu Trump em sua rede social Truth Social.

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No contexto europeu, o governo da Alemanha está planejando enviar até seis aeronaves A400M para transportar socorristas e suprimentos essenciais, conforme informou o ministro da Defesa Boris Pistorius.

A Itália, por sua vez, se prontificou a enviar aeronaves militares e equipes formadas por membros do Ministério da Defesa, da Unidade de Crise do Ministério das Relações Exteriores e da Brigada de Bombeiros e do Departamento de Proteção Civil.

“Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para apoiar o povo venezuelano e proteger a grande comunidade italiana presente lá”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores italiano.

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No continente americano, El Salvador anunciou o envio de 300 socorristas e paramédicos junto com 50 toneladas de suprimentos médicos e outros materiais essenciais, com destino à capital Caracas.

A China também manifestou interesse em ajudar. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, ressaltou que “a China está disposta a oferecer assistência adequada conforme as necessidades apresentadas pela Venezuela”.

Nesta quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou sobre os impactos dos terremotos na Venezuela com grande preocupação. Ele afirmou que seu governo está avaliando a situação para possibilitar o envio de auxílio necessário.

“Reafirmo nosso compromisso em apoiar o governo interino da presidenta Delcy Rodríguez na recuperação das áreas afetadas neste país irmão, cuja população tem demonstrado notável resiliência diante das dificuldades”, escreveu Lula no X (ex-Twitter).

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By Noticiei Agora

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