Maduro, preso nos EUA, afirma que a Venezuela enfrentará desafios e emergirá mais forte após os terremotos

Nicolás Maduro, ex-presidente da Venezuela e atualmente detido nos Estados Unidos desde janeiro, divulgou uma mensagem de apoio ao povo venezuelano em resposta aos severos terremotos que afetaram o país na quarta-feira, 24. As autoridades registraram 164 mortes e cerca de 970 feridos, embora o número total possa ser ainda maior, uma vez que mais de 10.000 pessoas estão desaparecidas.

+ Vídeos mostram operações de resgate após a tragédia na Venezuela; mais de 10.000 desaparecidos

Por meio das redes sociais, a equipe de Maduro compartilhou uma mensagem onde ele e sua esposa, Cilia Flores, expressam que estão “orando por cada família impactada, pelos feridos e por todos aqueles que estão passando por dificuldades”.

“A palavra de hoje é união absoluta, solidariedade incondicional e ação eficaz. Que ninguém fique desamparado; cada comunidade deve cuidar de suas crianças, idosos e enfermos”, escreveu o ex-presidente.

Em sua mensagem, Maduro enfatiza que “a Venezuela já enfrentou grandes desafios e superará este também com fé, disciplina e solidariedade. Nossas orações e nossos corações estão com vocês. Que Deus abençoe e proteja nosso povo”.

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Após ser deposto em uma operação militar dos EUA na Venezuela, Maduro permanece preso em Nova York desde janeiro, junto com sua esposa. A próxima audiência sobre seu caso – que envolve acusações de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção – está agendada para o dia 22 de julho. Ambos afirmam ser inocentes.

Sobre os terremotos

As buscas por milhares de desaparecidos continuam nesta quinta-feira, 25, após dois tremores de terra com magnitudes de 7,2 e 7,5 atingirem a Venezuela. Mais de 500 equipes de resgate foram mobilizadas para atuar nas áreas devastadas. Um site associado à oposição estima que cerca de 10 mil pessoas estejam desaparecidas. Os dados oficiais indicam que foram registradas 164 mortes e aproximadamente 970 feridos; no entanto, o Serviço Geológico dos Estados Unidos sugere que o número total de vítimas pode atingir dezenas de milhares.

+ Modelo estatístico prevê número total de vítimas dos terremotos na Venezuela

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Cenas dramáticas têm sido divulgadas nas redes sociais. Vídeos mostram sobreviventes sendo retirados dos destroços enquanto moradores tentam salvar seus animais de estimação em meio à destruição. Voluntários trabalham em conjunto com os socorristas. Uma das gravações registra o momento em que equipes celebram o resgate de um jovem aparentemente sem ferimentos graves que estava preso sob um prédio colapsado durante os tremores.

O médico Juan Carlos Viloria Doria classificou este evento como um dos desastres naturais “mais devastadores” da história da Venezuela. Ele é vice-presidente da organização Venezuelanos em Barranquilla, uma entidade sem fins lucrativos dedicada a apoiar migrantes e refugiados venezuelanos. Doria relatou que muitas pessoas estão à procura de familiares em hospitais ou nas áreas afetadas.

“Neste instante, nossa prioridade é salvar vidas, localizar desaparecidos e garantir que as famílias recebam informações precisas sobre seus entes queridos”, declarou ele à emissora europeia Sky News.

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Mais cedo, Delcy Rodríguez, presidente interina do país, informou que os números iniciais não incluíam dados do estado de La Guaira, o mais afetado pela catástrofe e onde está localizado o aeroporto da capital Caracas, que foi fechado devido aos danos.

“Dezenas de prédios desabaram e estamos realizando intensas operações de resgate para salvar o máximo possível de vidas”, afirmou ela durante uma transmissão na TV estatal ao amanhecer. “Quero também expressar nossas condolências às famílias enlutadas neste momento tão difícil.”

A ocorrência de terremotos é comum na Venezuela devido à sua localização em uma área sismicamente ativa onde se encontram a Placa do Caribe e a Placa Sul-Americana. Em um poderoso tremor ocorrido em 1812, estima-se que cerca de 30 mil pessoas tenham perdido a vida nas cidades Mérida e Caracas segundo informações do USGS.

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By Noticiei Agora

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