Na quinta-feira, 9, o Irã deu sepultura ao aiatolá Ali Khamenei, ex-líder supremo do país, que faleceu no início do conflito com os Estados Unidos. O falecimento ocorreu aos 86 anos durante ataques aéreos coordenados entre os EUA e Israel, que marcaram o início da guerra em 28 de fevereiro.
A cerimônia de sepultamento aconteceu em Mashhad, cidade natal de Khamenei, e atraiu um grande público. Este evento seguiu dias de homenagens fúnebres realizadas em diversas localidades do Irã e também no Iraque, vistas pelas autoridades como uma demonstração de poder e coesão nacional. Durante o ato, os presentes entoavam gritos pedindo vingança contra o presidente dos EUA, Donald Trump, devido à sua implicação no assassinato do líder religioso.
O corpo de Khamenei chegou ao aeroporto de Mashhad em um avião comercial, sob a escolta de um caça. Em seguida, o corpo foi transportado lentamente por um caminhão pelas ruas lotadas da cidade até o Santuário do Imã Reza, acompanhado por clérigos vestidos com turbantes brancos que caminhavam ao longo do cortejo.
A magnitude da cerimônia representa uma mudança notável para uma nação que, há apenas sete meses, enfrentava intensos protestos populares clamando pelo fim do regime dos aiatolás. Naquela época, muitos manifestantes foram mortos pelas forças de segurança durante as repressões.
As Forças de Mobilização Popular (PMF), um grupo paramilitar iraquiano, reportaram na quarta-feira que mais de 2,3 milhões de pessoas participaram da procissão fúnebre em Najaf.
