A Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA, na sigla em inglês) divulgou instruções em farsi nas redes sociais nesta terça-feira, 24, para iranianos que desejam contatá-los de forma segura.
O conteúdo foi publicado em meio às crescentes tensões entre os EUA e o Irã, que estão em negociações sobre o programa nuclear iraniano em Genebra, Suíça.
Nas orientações recomendadas pela CIA, é sugerido evitar o uso de dispositivos pessoais ou corporativos para fazer contato, optando por aparelhos novos e descartáveis sempre que possível, além de manter vigilância no ambiente para evitar monitoramento e exposição.
O texto pede também a inclusão de informações como localização, nome, função e eventual acesso a dados relevantes.
Quanto às medidas de segurança digital, a agência recomenda o uso de uma rede privada virtual (VPN) confiável, que não esteja sediada na Rússia, Irã ou China, ou o uso da rede Tor, que criptografa dados e oculta o endereço IP do usuário.
A divulgação foi feita nas redes X, Instagram, Facebook, Telegram e YouTube.
A divulgação acontece durante uma nova rodada de negociações sobre o programa nuclear iraniano, prevista para quinta-feira em Genebra. Houve duas rodadas anteriores, ambas assistidas por Omã.
Autoridades iranianas, incluindo o ministro das Relações Exteriores Abbas Araghchi, afirmaram que um acordo é possível desde que as conversas abordem apenas o programa nuclear e respeitem a soberania iraniana.
Araghchi reiterou que o Irã não busca armas nucleares, mas defende o direito ao enriquecimento de urânio para fins civis.
Em relação às negociações, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, enfatizou a postura firme do Irã e rejeitou tentativas de imposições e julgamentos prévios.
Enquanto isso, os EUA têm tentado ampliar a pauta das negociações, incluindo o programa de mísseis balísticos do Irã e seu papel regional no apoio a grupos armados no Oriente Médio. O Irã considera essas condições inaceitáveis.
Nesta terça-feira, os EUA enviaram uma dúzia de caças F-22 para Israel como parte do reforço militar na região, que tem sido intensificado nas últimas semanas.
