Homenagens a Gloria Steinem dominam as redes sociais com apoio de Hillary Clinton, Meghan Markle e ativistas feministas

A icônica jornalista americana Gloria Steinem, uma das mais proeminentes vozes do feminismo, faleceu na quinta-feira, 3, aos 92 anos, conforme anunciado por sua fundação em um comunicado oficial.

A nota divulgada pela Gloria’s Foundation no Instagram indicou que “Gloria Steinem partiu serenamente em sua residência em Nova York, cercada por algumas das muitas pessoas que a amavam”, sem especificar a causa de sua morte.

Ver essa foto no Instagram

Um post compartilhado por Gloria Steinem (@gloriasteinem)

No início da década de 1960, quando muitas mulheres ainda dependiam da autorização de seus maridos para viajar ou abrir contas bancárias, Steinem iniciou sua trajetória como jornalista.

Naquela época, ela publicou uma investigação sobre o machismo enfrentado pelas garçonetes que trabalhavam como “coelhinhas” no clube Playboy, localizado em Nova York.

Continua após a publicidade

<p Seu despertar para a causa feminista aconteceu em 1969, durante um encontro onde mulheres compartilharam suas vivências relacionadas ao aborto.

“Essas experiências deram significado à minha própria vivência. Eu havia realizado um aborto e não tinha revelado isso a ninguém”, escreveu posteriormente na renomada New York Magazine.

<p Aos poucos, ela transitou da escrita para o ativismo e o debate público. Durante décadas, percorreu os Estados Unidos e outras partes do mundo, participando de conferências e manifestações. Além do direito ao aborto, Steinem lutou pela legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo, pela igualdade de salários entre gêneros e se opôs à pena de morte e à mutilação genital feminina.

Continua após a publicidade

<

<p Na década de 1970, ela foi uma das fundadoras da revista Ms., além de contribuir para a criação do National Women’s Political Caucus, uma organização com o objetivo de promover a participação feminina na política. Também organizou a primeira Conferência Nacional de Mulheres em Houston, Texas, que reuniu dezenas de milhares de delegadas e participantes diversas para debater um plano nacional pela igualdade de gênero.

Homenagens

<p Em 2013, Gloria recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade das mãos do então presidente Barack Obama, o mais alto reconhecimento civil nos Estados Unidos.

A fundação que leva seu nome declarou: “Os quase 100 anos vividos por Gloria foram repletos de significado e ela continuou sua luta pela igualdade até o último momento”. A nota ressaltou ainda que “o maior presente que Gloria ofereceu foi sua habilidade em ouvir os outros e fazê-los se sentir valorizados.” Ela viveu com fidelidade ao seu espírito independente, sempre curiosa e com um grande senso de humor.

Continua após a publicidade

<

<p Após a notícia sobre seu falecimento, uma onda de tributos inundou as redes sociais e meios de comunicação. Escritoras e ativistas feministas expressaram suas gratidões no Instagram; várias delas mencionaram como Gloria impactou suas vidas.

A ex-secretária de Estado dos EUA e candidata presidencial em 2016,Hillary Clinton , comentou que Steinem foi “uma das arquitetas fundamentais na construção da igualdade feminina — referindo-se à remoção das barreiras que permitiram às jovens ocupar espaços onde poderiam desenvolver seus talentos e habilidades”.

“Gloria era essencialmente uma otimista. Seu ativismo era fundamentado no otimismo — uma escolha moral diária”, afirmou Clinton em entrevista à CBS.

Continua após a publicidade

<

A duquesa de Sussex e ex-atriz Meghan Markle expressou sua admiração pelo legado da amiga e mentora: “celebrei a vida dela” durante os feriados que passaram juntos enquanto deixaram suas obrigações reais para viver na Califórnia como celebridades.

“Todos conhecem suas inúmeras conquistas na luta pelos direitos das mulheres e por todas as pessoas. No entanto, no âmbito pessoal, ela era ainda mais incrível do que se poderia imaginar”, escreveu Markle.

(Com informações da AFP)

By Noticiei Agora

Relacionados