Recentemente, a Boston Dynamics, uma renomada empresa de engenharia robótica dos Estados Unidos, divulgou um vídeo impressionante do robô humanoide Atlas realizando um salto mortal e aterrissando de forma equilibrada sobre os pés, além de executar uma acrobacia conhecida como estrelinha. As filmagens evidenciam uma série de testes destinados a explorar os limites de movimento, equilíbrio e aprendizado do robô.
Os cientistas estavam interessados em examinar o software de controle do Atlas e como as habilidades demonstradas pelo robô poderiam ser aplicadas na indústria. Durante os testes, o humanoide foi programado para andar, correr e até realizar acrobacias. Nas imagens, é possível observá-lo tropeçando, caindo e se erguendo novamente. Confira o material visual disponível este ano:
Esse empreendimento foi realizado em colaboração entre a Boston Dynamics e o Robotics & AI Institute (RAI), anteriormente conhecido como The AI Institute. Marc Raibert, que é tanto o fundador da Boston Dynamics quanto o líder do RAI, desempenhou um papel fundamental no desenvolvimento da “IA física”, responsável pelos movimentos do Atlas.
Raibert é professor de engenharia elétrica e ciência da computação no Massachusetts Institute of Technology (MIT) e iniciou suas pesquisas sobre robôs e inteligência artificial na década de 1980. Considerado um pioneiro na área, ele se inspirou nos movimentos animais para replicar dinâmicas em máquinas.
A colaboração entre a Boston Dynamics e o RAI começou em 2025 e já resultou em inovações como o Spot Reinforcement Learning Researcher Kit, que permitiu ao robô quadrúpede Spot estabelecer novos recordes de velocidade em corridas.
<spanInformações do Humanoids Daily indicam que os variados movimentos do Atlas são gerados por meio da mesma estrutura de aprendizado dentro do sistema. O objetivo das empresas é desenvolver um modelo de humanoide capaz de realizar diversas funções sem a necessidade de extensas modificações, utilizando apenas um único hardware.
Embora o Atlas tenha demonstrado habilidades acrobáticas impressionantes durante os testes, seu design está sendo direcionado para aplicações industriais. O Hyundai Motor Group pretende empregar humanoides em tarefas relacionadas ao sequenciamento de peças até o ano de 2028.
