A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou, hoje, a quebra dos sigilos fiscal e bancário de Fabio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O pedido foi feito pelo relator do colegiado, Alfredo Gaspar, com base em mensagens interceptadas que indicam que um pagamento de 300 mil reais na empresa de Roberta Luchsinger seria destinado ao “filho do rapaz”, possivelmente Lulinha, apontado como integrante do esquema corrupto.
A decisão foi elogiada pela oposição e criticada pelos governistas, gerando confrontos verbais durante a sessão. Após a aprovação do requerimento, o deputado Rogério Correia precisou ser contido pelos colegas, devido à discordância com a comemoração dos parlamentares apoiadores do presidente Bolsonaro.
O relator argumenta também que há indícios de repasses suspeitos de 1,5 milhão de reais da Brasília Consultoria para a RL Consultoria, empresa de Roberta, supostamente por serviços de consultoria em áreas não relacionadas ao ramo de atuação da contratante, caracterizando transações sem justificativa econômica real.
A CPMI ainda pretende ouvir, ainda hoje, o empresário Paulo Camisotti, o deputado estadual Edson Araújo e o advogado Cecílio Galvão como parte das investigações sobre fraudes e irregularidades na concessão de benefícios previdenciários.
