A física teórica cubano-americana Sabrina Gonzalez Pasterski, de 33 anos, nasceu em Chicago e se destacou como uma das mais brilhantes intelectuais de sua geração na área da gravidade quântica. Embora frequentemente comparada à figura de Albert Einstein pela mídia internacional — uma analogia que a própria Pasterski não vê com bons olhos, devido ao valor que atribui ao trabalho colaborativo em ciência — seu impacto no campo é inegável. Atualmente, ela comanda a Iniciativa de Holografia Celestial no respeitado Perimeter Institute, localizado no Canadá. Sua trajetória é marcada por uma combinação única de intuição teórica profunda e um forte interesse prático por engenharia desde a infância.
A habilidade manual de Pasterski se manifestou cedo em sua vida. Com apenas nove anos, após um voo experimental, ela começou a aprender a pilotar e, entre os 12 e 14 anos, projetou e construiu sozinha um avião monomotor Zenith CH 601 XL na garagem de sua casa. Aos 14 anos, completou seu primeiro voo solo. Esse feito notável resultou em uma proposta de emprego escrita à mão por Jeff Bezos e também garantiu seu ingresso no MIT. Inicialmente em lista de espera, sua admissão foi assegurada após os docentes assistirem a um vídeo que mostrava o processo de construção do seu avião. Na instituição, Pasterski concluiu sua graduação em física em apenas três anos, liderando sua turma com uma média perfeita de 5.00 GPA.
Após finalizar a graduação, ela ingressou imediatamente no doutorado na Universidade de Harvard sob a supervisão do renomado físico Andrew Strominger. Durante esse período, fez descobertas significativas sobre o comportamento do espaço-tempo. Sua pesquisa foi fundamental na elucidação do “efeito de memória de spin”, fenômeno que conecta as ondas gravitacionais às alterações permanentes na estrutura cósmica. Além disso, Pasterski completou o chamado “Triângulo PSZ”, unindo simetrias assintóticas, teoremas suaves e memórias físicas. A profundidade desse trabalho foi tão impressionante que sua tese foi publicada na respeitável revista Physics Reports e suas investigações foram diretamente referenciadas por Stephen Hawking em seus últimos artigos sobre buracos negros.
O compromisso de Pasterski com a liberdade acadêmica influenciou suas decisões profissionais. Com um pragmatismo admirável, ela recusou propostas generosas da NASA, da Blue Origin e uma oferta para um cargo acadêmico na Universidade Brown avaliada em 1,1 milhão de dólares. Em vez disso, escolheu a calma do Perimeter Institute para poder realizar suas pesquisas “sem muito barulho”, além de atuar como Diretora Adjunta da Simons Collaboration on Celestial Holography. Neste momento, seu foco está na tentativa de unificar a relatividade geral com a mecânica quântica através do princípio holográfico, buscando decifrar nosso universo tridimensional a partir de informações contidas numa superfície bidimensional.
Além do trabalho teórico complexo, Pasterski também se dedica à expressão criativa através de projetos práticos curtos. Em maio de 2026, durante sua participação no renomado Met Gala em Nova York, ela apresentou uma peça original extremamente inovadora. Usando inteligência artificial e uma impressora 3D instalada em seu escritório no Perimeter Institute, criou o corpete do vestido inspirado no conceito matemático da Fibração de Hopf. O saiote feito em tule foi costurado à mão por ela como uma homenagem à holografia celestial, demonstrando que moda e representação visual da matemática quântica podem coexistir perfeitamente.
